terça-feira, 15 de outubro de 2013

TRABALHANDO SEU AMOR PRÓPRIO










Pode não ser fácil. Acreditar no próprio valor, enxergar-se como alguém especial e sentir-se merecedor de alegrias não é tão simples. São coisas boas, é verdade. Mas as pessoas não têm o costume de estimar a si mesmas. E uma autoimagem depreciativa atrapalha a construção da confiança pessoal. É fundamental lembrar também que para trabalhar a autoestima nem sempre a aclamada força de vontade é suficiente. Quem se vê de maneira negativa e age em igual proporção pode precisar de ajuda especializada

A boa notícia é que, no geral, com disciplina, revisão de conceitos e prática, é possível avaliar o que não vai bem e mudar - para melhor. Especialistas entrevistados por ISTOÉ indicaram caminhos que levam a uma autoestima em que impera o otimismo e a segurança. Não é mágica nem receita de bolo. Talvez as dicas a seguir sirvam em parte para uns, completamente para outros, enquanto haverá aqueles que ainda acreditarão não serem suficientes para superar seus problemas. O que importa é perceber que algo não está adequado, assumindo assim a responsabilidade de (re)começar.

Diga a si mesmo quem você é - com honestidade Identifique seus sentimentos, desejos, pensamentos e talentos - não as crenças que adquiriu devido à influência de terceiros. Reconheça suas características positivas e negativas, físicas e psicológicas. Questione-se: de onde vêm determinadas emoções? Suas atitudes lembram as de alguém com quem você convive ou conviveu? Escreva todas as respostas em um papel e leia com frequência até se conscientizar do que realmente quer e tudo aquilo que deve deixar para trás. "Conquistas extraordinárias são possíveis, mas não para aqueles que esperam numa passividade vazia", afirma o psicólogo americano Nathaniel Branden, autor do clássico "Como aumentar sua autoestima" (Ed.Sextante).

Liberte-se de culpas Ao sentir uma emoção com a qual não sabe lidar bem - raiva, tristeza, frustração, medo, inveja, ciúme - pare por alguns minutos e procure isolar esse sentimento. Aceite-o. Para ajudar a elaborar a sensação, controle a respiração até reconhecer o que exatamente a causou. Perceba quais partes do corpo ela atinge e a neutralize. Depois, liberte- se da culpa de viver essa emoção. Com o tempo, ela aparecerá com menos força e frequência. "Quem tem pensamentos sadios, sem culpas, consegue olhar no espelho de manhã e identificar quanta coisa boa tem dentro de si", diz o psicólogo Alexandre Bortoletto, da Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística.

Avalie com calma críticas - e autocríticas Seja flexível com opiniõesdiferentes. "Compreender o outro e viver dentro do princípio da tolerância torna a existência mais ampla", afirma o consultor Sergio Savian, diretor da Escola de Relacionamento Mudança de Hábito, em São Paulo. Reage com agressividade aquele que não suporta uma crítica, sinal de baixa autoestima.

Assuma suas responsabilidades Pare de culpar os outros por seus problemas. É comum a pessoa com baixa autoestima não reconhecer que foi ela, e não alguma coisa ou alguém, a responsável por não chegar no horário em um lugar, não encontrar tempo para se exercitar, estar num emprego que não gosta, e por aí vai. Também não foi "a vida que quis assim" quando você não alcançou um objetivo. "Cada um é dono do próprio destino e das escolhas que faz", diz Savian.

Aceite a realidade "Ficar no mundo dos sonhos e esquecer o que o cotidiano tem de bom é uma fuga de quem tem baixa autoestima", diz Savian. As pessoas pecam por suposições - "como teria sido" ou "como seria se" são pensamentos constantes no imaginário de quem opta por divagar em vez de fazer o próprio mundo dar certo (e assumir a responsabilidade por erros e acertos).

Tenha disciplina Falta de metas, de foco e de persistência são problemas comuns de quem não tem autoestima. O indivíduo que desconhece o amor-próprio deseja suprir o mais rápido possível - e não importa como - suas carências. Quem é seguro não é imediatista. Sabe que a construção de um futuro bom, em todas as áreas, requer planejamento e paciência. "Olhe exemplos de vencedores para se inspirar", diz o psicólogo Bortoletto.

Aja com integridade "Gaste tempo melhorando a si mesmo. Aí não sobra tempo para falar mal dos outros", é um ditado que o headhunter Ivan Witt, sócio da Steer Recursos Humanos, gosta de repetir. "Quem perde tempo falando mal de terceiros assina o atestado de baixa autoestima. Para se sobressair, esse indivíduo precisa desqualificar os demais." Coerência de valores - entre o que fala e o que faz - também prova que uma pessoa é bem resolvida. Assim como alimentar a autoestima do outro. Quem é seguro não teme perder espaço e fica feliz com o crescimento de mais pessoas.

Agradeça os momentos felizes Saber ser grato por oportunidades e pela ajuda de outras pessoas é uma característica de quem tem segurança emocional. Da mesma maneira, a capacidade de recordar horas alegres (sem fazer disso uma fuga) e usá-las como combustível para se sentir satisfeito é a essência do amor-próprio.

 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Superando as limitações

A cada momento, a vida nos desafia a superar obstáculos, enfrentando nossas fraquezas e inseguranças. Às vezes, temos a impressão de que jamais conseguiremos dar conta da tarefa, pois nos esquecemos do poder interior que nos é inerente.

Ele sempre existiu, mas ao longo de nosso crescimento, foi sendo sufocado pelas crenças negativas que nos incutiram. A principal delas é a de que somos incapazes de vencer nossas próprias limitações, e ao incorporá-la, assumimos uma postura de timidez e encolhimento.

Desconstruir essa imagem de derrota e substituí-la por uma confiança inabalável, não é uma tarefa fácil. Mas temos, sim, o poder de fazê-lo, se tivermos a coragem de ir ao encontro daquilo que nos impõe medo.

Sair da paralisia só pode ser possível, se ainda existir em nós uma parcela, ainda que mínima, de vocação para a felicidade. Será ela, essa pequena chama, que nos impulsionará a enfrentar o que for preciso para sair do estado de sofrimento e descrença.
Nada pode ser mais compensador do que entregar-se a esta possibilidade e descobrir que o esforço valeu a pena, que os fantasmas que nos aterrorizavam a mente eram apenas isso, sombras às quais durante muito tempo atribuímos um grande poder.

Mas a verdadeira força, aquela que emana da dimensão espiritual do nosso ser, só pode ser descoberta a partir do momento em que tomamos a firme decisão de acreditar em sua existência. Não mais alimentar as dúvidas e incertezas é o passo decisivo para que experimentemos finalmente um estado permanente de alegria e serenidade.

"Felicidade ou infelicidade não são dependentes de circunstâncias externas. Não há nem felicidade nem infelicidade nas coisas externas; seu estado de alegria ou de tristeza depende de sua reação a essas coisas externas.
Na verdade, as coisas não importam; o que importa é a sua visão das coisas; tudo depende de como olhamos as coisas. Assim, em suma, a importância é do indivíduo, e não do objeto: a importância está em você e não no objeto que você possui.
Daí que podemos dizer que a felicidade ou a infelicidade reside dentro de nós. Epictectus disse: "Se você está infeliz, saiba com certeza que você é a causa disso".
Eu diria a mesma coisa. Nós somos a causa de nossa miséria, porque seja de que forma estejamos, nós mesmos criamos essa condição. Por favor, tenha esta verdade em sua mente, porque você não pode transformar a sua vida sem ela: se você se sente infeliz, saiba que alguma coisa está errada em seu ponto de vista.
Uma vida miserável é resultado de uma maneira errada de olhar para as coisas; e uma vida feliz é o resultado de uma abordagem correta em relação à vida.
Por favor, sempre que você se sentir miserável, tente buscar pela causa da sua infelicidade dentro de você, não do lado de fora. E então, gradualmente, você descobrirá as causas da sua infelicidade, escondidas em suas próprias reações. Então, uma nova vida começa para você".

Vida que segue

Eu sei que, como eu, você também gostaria de entender os acontecimentos da vida. Às vezes tudo caminha bem, aparentemente a felicidade po...