sábado, 23 de novembro de 2013

O Amor Idealizado



Muitos relacionamentos começam com paixão e idealização. Idealizar é enxergar no outro o que você deseja e não as reais qualidades que a pessoa apresenta naquele momento. É querer que o outro responda as expectativas criadas pela sua própria fantasia. De certa maneira, é querer que a outra pessoa realize suas vontades e desejos pré-estabelecidos. Mas, quando saber se isso está dentro do que é considerado normal?

Com o passar do tempo essa paixão muitas vezes passa, pois na verdade não estava ligada a dados reais e concretos, mas a ilusão que é originária, possivelmente, de todos os filmes e histórias românticas vistas e escutadas durante muito tempo (normalmente, já introduzida na infância e reforçada ao longo dos anos).

Mas a vida não é um filme, um livro de romance ou algo em que o acaso é o único dono do destino, sem possibilidades de atuação. Nós podemos começar a fazer novas escolhas mais satisfatórias e adequadas para nossa felicidade e também da pessoa ao nosso lado.

Observe que para tudo na vida, de modo geral, as pessoas dedicam muito tempo para se aperfeiçoarem: estudando, treinando e vivenciando, por exemplo, o trabalho, os esportes, algum novo curso etc., mas no assunto relacionamento tudo parece diferente. Muitos se deixam levar e ficam a mercê do destino e do acaso. Frases como: o que tiver que ser será , quando a gente menos espera a pessoa certa aparece , etc... Todos já ouviram várias vezes. E se esquecem que devem preparar e cuidar dos pensamentos e da maneira com que escolhem quem estará ao seu lado. Deixar de enxergar o outro como ele realmente é, faz com que as pessoas deixem de viver novas experiências para se entregar a padrões criados em sua mente. Portanto, fecha-se os olhos para uma realidade que mais dia ou menos dia aparecerá. Isso se torna um grande problema, pois a ilusão não perdura para sempre e, portanto, após a descoberta, vem a decepção. Sentimento de fracasso, desgosto e desilusão são muito negativos e poderiam, em muitos casos, serem evitados se houvesse uma preocupação com atos e escolhas.

Quem disse que o príncipe encantado existe? Alguém já o viu? E quem arrisca dizer que sim? Será essa pessoa um príncipe encantado de verdade ou uma pessoa normal que você enxerga através de lentes e distorções produzidas pela mente? O que é real e o que imaginário? Sempre ouvimos histórias sobre os príncipes no começo dos relacionamentos, depois de alguns meses eles viram sapos, ou melhor, voltam a ser quem sempre foram, nem príncipes, nem sapos, pois essas percepções só estavam na mente de que os criou. Importante lembrar que homens, também buscam uma mulher perfeita (essa percepção vai variar de pessoa para pessoa, segundo seus critérios de aprendizagem prévia), mas não dão o nome de princesa encantada. Ou seja, todos querem um relacionamento feliz e harmonioso. Cada um dentro de sua realidade e contexto de vida.

Não podemos esperar a perfeição se não somos perfeitos. Já contava uma história antiga de que um jovem, muito bonito, inteligente, saiu em busca de uma mulher perfeita, por não achar na sua cidade, saiu pelo mundo a procurá-la. Anos depois, voltou a sua cidade natal, sozinho e todos perguntaram se ele havia achado o que procurava em sua viagem. Ele respondeu que sim. E todos curiosos queriam saber onde estava essa mulher, e então ele respondeu: Não estamos juntos. Ela também estava buscando o homem perfeito e foi procurá-lo mundo a fora. O romance além da atração física deve surgir das afinidades e dos objetivos em comum entre duas pessoas. Isso é muito importante, para que se possa compartilhar a vida em diversos momentos, como fazemos com nossas famílias e amigos. Para isso é preciso aproveitar a oportunidade de conhecer o que há de melhor em cada pessoa, independente do fato de que ela será seu namorado (a), esposo (a) ou não.

Compartilhar a vida é também aceitar o outro como ele é e poder abstrair seu melhor. Criar novas amizades, novos conhecimentos, que podem ser importantes em sua vida de outras maneiras e não somente como um romance. Não se pode ou deve depositar suas carências e dependência no outro. Ser livre e saber viver para si é fundamental.

Algumas pessoas vivem a vida como se existisse um concurso para eleger quem será o seu namorado (a) e com esse comportamento, deixam de aproveitar os momentos e viver o presente, deixam de viver a vida como ela é. O problema surge quando a pessoa escolhida não condiz com o modelo imaginário, então, já não há mais interesse. Será que se relacionar é apenas ter outra pessoa ao lado que supra as carências? Ideal seria aceitar o outro como ele é e tê-lo ao lado por admiração concreta e real. As carências deveriam ser supridas por cada um e não por outra pessoa.

Existem muitas maneiras de se viver a própria vida ao lado de outra pessoa. Viver uma ilusão sem dados reais leva a frustração. A vida é feita de momentos e de sonhos que podem ser concretizados se houver interesse e dedicação. Deve-se aproveitar a vida e vivê-la intensamente. Aceitar as experiências reais, vividas com verdade, assim fica mais fácil encontrar alguém muito especial.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Aprendendo a identificar Parasitas / Homens imaturos.

Sociopatas, psicopatas, personalidades anti-sociais, personalidades dissociais, personalidades amorais, don juan, donjuanismo, transtorno de personalidade anti-social, Transtorno de personalidade narcisista, predadores sociais, parceiro manipulador, aproveitador de mulheres, homens que não sabem amar, psicopata do amor, sedutores compulsivos, sindrome de calimero, canalhas, cafajestes, manipulador emocional, Vampiros emocionais, vampiros anti-sociais …
 
Características: pessoas frias, insensíveis, manipuladoras, perversas, transgressoras de regras sociais, impiedosas, imorais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão, isentos de sentimentos, culpa ou remorso, raciocínio frio e calculista combinado com uma total incapacidade de tratar as outras pessoas como seres humanos pensantes e com sentimentos. São indivíduos frios, calculistas, inescrupulosos, dissimulados, mentirosos, sedutores e que visam apenas o próprio benefício. Eles são incapazes de estabelecer vínculos afetivos ou de se colocar no lugar do outro. São desprovidos de culpa ou remorso e, muitas vezes, revelam-se agressivos e violentos. Personalidade fria e insensível para com os sentimentos alheios, cujo próprio interesse momentâneo é o objetivo maior. Embotamento afetivo. Fanfarronice e charme superficial; Falta de empatia; Decisões tomadas sempre em interesse próprio, mesmo quando isso é eticamente questionável; Mentiras crônicas; Falta de remorso; Falta de responsabilidade pelas próprias ações, sempre culpando outrem; Emoções de pouca profundidade; Foco na auto gratificação às expensas dos outros; Comportamento do tipo levar vantagem em tudo; Manipulação.
Elas apresentam traços de egoísmo, buscam qualquer meio e forma para conquistarem, mas parecem não levar em conta os sentimentos da outra pessoa, insensibilidade e menosprezo ao sentimento do outro. Pessoas frequentemente egoístas e com uma grande sensibilidade à monotonia: são intolerantes ao tédio, o que os faz comummente buscarem estímulos e novidades, caracterizando uma inconstância nos relacionamentos que se tornam enjoativos facilmente. Eles parecem se entediar ou enjoar quando ficam com uma mesma pessoa e, principalmente, quando a mesma se apaixona. Para aquele que seduz, a concretização da conquista traz a monotonia que, para eles, é detestável, as relações são rápidas e sem nenhum vínculo afetivo. apresentam níveis de autocontrole extremamente reduzidos. São denominados "cabeça-quente" ou "pavio-curto" por sua tendência a responder às frustrações e às críticas com violência súbita, ameaças e desaforos. Eles facilmente se ofendem e se tornam violentos por trivialidades ou por motivos banais. Apesar de a explosão de agressividade e violência serem intensas, elas ocorrem em um curto espaço de tempo, após o qual voltam a se comportar como se nada tivesse ocorrido. Quando "perde o controle", sabe exatamente até onde ele quer ir, no sentido de magoar, amedrontar ou machucar uma pessoa. Apesar de tudo isso, eles se recusam a admitir que tenham problemas em controlar seu temperamento. Eles descrevem seus episódios agressivos como uma resposta natural à provocação a que foi submetido (vítima de toda a situação).
Necessidade compulsiva por sedução, necessidade intensa de seduzir o tempo todo, envolvimento sexual fácil mas fracasso no envolvimento emocional, determinada por relacionamentos íntimos pouco duradouros ou até mesmo inexistentes, superficiais e inconstantes, não se apegam aos seus parceiros, apenas uma atração fugaz. Apesar dessa compulsão à sedução, isso não significa que a pessoa seja, obrigatoriamente, mais viril ou mais ativo sexualmente, nem sempre se dá às custas de um desempenho sexual excecional mas sim, devido à habilidade em oferecer às pessoas a serem seduzidas, tudo aquilo que elas mais estão querendo.
Parece ter preferência por perigo, intolerante à rotina, monotonia e tédio, viciados na adrenalina do perigo e por isso são movidos pela alta inclinação a relacionamentos proibidos ou que ofereçam um certo grau de desafio, contínuos comportamentos anti-sociais que agridem o direito dos que com ele convivem. É um eterno inconveniente, no dizer comum. Isto tem como causa básica a incapacidade em controlar seus impulsos. Há nele uma incômoda impaciência e urgência em ser satisfeito no que quer. A impulsividade apresentada visa sempre alcançar prazer, satisfação ou alívio imediato em determinada situação, sem qualquer vestígio de culpa ou arrependimento. Transformam as qualidades da mulher em defeitos de um dia para o outro e os que traem compulsivamente.
O narcisismo: a ponto delas amarem muito mais a si mesmas que a qualquer outra pessoa. Só tem uma única intenção, o de manipular tudo a sua volta para seu melhor proveito e para, adivinhem, a satisfação do seu EGO. Acentuada imaturidade afetiva: sempre muito inconstantes, e exclusivamente dirigidos à satisfação de suas conquistas. O aspeto volúvel e responsável pela constante troca de relacionamento pode ser indício dessa imaturidade afetiva e indica, sobretudo, uma completa carência de responsabilidade ou medo de assumir os compromissos normais das pessoas maduras. Eterno imaturo, infantil.
Normalmente essas pessoas ignoram a decência e a virtude moral. São intolerantes à constância, estão sempre mudando e não estabelecem nenhum vínculo afetivo com facilidade, ou caso estabeleçam, são excessivamente superficiais e breves; o que não os causam nenhum tipo de remorso ou culpa. Tendem a ser sexualmente promíscuos, abandonando amantes e família regularmente na busca de nova conquista. Portadores de grande insensibilidade moral, faltando-lhes totalmente juízo e consciência morais, bem como noção de ética, não tem freios eficientes à sua impulsividade. Muitas vezes apresentam comportamentos exibicionistas, usando nudez em público ou junto das suas conquistas.
Ele mente olhando nos olhos e com atitude completamente neutra e relaxada, sabe que está mentindo, não se importa, não tem vergonha ou arrependimento, nem sequer sente desprazer quando mente. Diz o que convém e o que se espera para aquela circunstância. Ele pode mentir com a palavra ou com o corpo, quando simula e teatraliza situações vantajosas para ele, podendo fazer-se arrependido, ofendido, magoado. Quer ser admirado, quer ser o mais rico, mais bonito, melhor vestido. Assim, ele tenta adaptar a realidade à sua imaginação, à sua personagem do momento, de acordo com a circunstância e com sua personalidade é narcisística. Esse indivíduo pode converter-se no personagem que sua imaginação cria como adequada para atuar no meio com sucesso, propondo a todos a sensação de que estão, de fato, em frente a um personagem verdadeiro. Alguns "mais experientes" são tão especialmente hábeis em mentir que se utilizam de pequenas verdades para ganharem credibilidade em seus discursos. A coisa funciona mais ou menos assim: eles admitem alguns deslizes que cometeram de fato, apenas para que as pessoas "de bem" se confundam e pensem da seguinte maneira: "Sejamos razoáveis, se fulano' está admitindo seus erros, e bem provável que ele esteja falando a verdade sobre as demais histórias." Por serem profundamente inseguras, essas pessoas tendem a construir sua autoestima em cima de um personagem seguro, bem-resolvido, sociável. Incapacidade de amar, insensibilidade e frieza. São seres humanos desprovidos  de sentimentos que não possuem capacidade emocional para gostarem verdadeiramente de ninguém. Incapacidade em estabelecer relações que não sejam exploradoras, não existe capacidade de identificar valores morais, não existe capacidade de compromisso com os outros e não há sentimentos de culpa.
 
Atuação: Imagine uma pessoa normal, dobre o nível de energia, triplique o amor pela agitação e, em seguida, desligue os circuitos da preocupação. Todo mundo já se sentiu assim uma ou duas vezes na vida. Lembra-se daquele baile de formatura, quando você estava deslumbrante e o ar fazia cócegas com aquele perfume dos cravos e a cerveja contrabandeada? E se todos os dias fossem repletos desses tipos de possibilidades? E se não houvesse uma vozinha dentro da sua cabeça para estragar a alegria ao lembrar as coisas terríveis que poderiam acontecer se você exagerasse? Comparado a uma vida repleta de bailes de. formatura, fica difícil empolgar-se com seu emprego. Eles gostam de ter gente por perto e adoram as festas devido a todas as oportunidades que surgem. Onde quer que haja divertimento haverá anti- sociais. São quatro etapas no processo de caça. Na primeira, ele estuda a vítima, conhece seus gostos, suas fraquezas. Ele em geral procura quem esteja fragilizado, porque é mais fácil de ser dominado. Uma viúva recente, uma mulher que tenha saído de um relacionamento difícil, que tenha perdido um ente querido, alguém que consiga manipular. Depois de estudar a vítima ele começa a fase de absorção, na qual já sabe o que a vítima quer e faz de tudo para satisfazê-la, ganhando, assim sua confiança e seu amor. É aqui também que começa o controle excessivo sobre ela, afastando-a dos amigos, do trabalho ou de qualquer que seja que possa afastá-la dele e fazê-la desconfiar de suas intenções. O próximo passo é a exploração, em que o psicopata suga toda energia psiquica e física de sua presa. Ele reestrutura a vida da parceira de acordo com seus interesses. É nessa etapa que a mulher mais sofre, segundo Ana Beatriz, porque começa a perceber que ele não era bem quem  parecia ser, mas ainda não sabe que está dormindo com o inimigo.  Acha que ele está infeliz e começa a fazer de tudo para agradá-lo com medo de perder aquele homem que tanto a ama. A última fase é chamada de revelação e horror quando o cara mostra quem realmente é. Em geral ocorre porque o psicopata já esgotou suas possibilidades naquela relação e encontrou outra vítima, ou então ja tem um domínio tão grande sobre a mulher que sabe que mesmo mostrando sua crueldade não irá perdê-la. Mas você vai se vender por um pouco de carinho, mesmo que falso, pois é tudo o que você mais espera  depois de tudo que você já se submeteu para mantê-los satisfeitos. E da próxima vez você vai tentar satisfazê-lo ainda mais, em prol de manter o carinho que é mendigado a você, mesmo que para isso você tenha que passar por cima de suas vontades e convicções. Mas o que você não sabe é que aquele sentimento que  você tem às vezes,  e que fica cada dia mais evidente é a mais pura e lógica verdade: por mais que você se submeta a  loucuras para satisfazê-los, você NUNCA será suficiente. Sabe porque? Porque esse é o maior medo do sociopata  manipulador. Se você se sentir suficiente na relação doentia que ele constrói, você não estará mais suscetível as suas chantagens e manipulações emocionais. Você vai começar a enxergá-lo como o que ele realmente é: um DOENTE. E mesmo que tenha tudo para dar certo, mesmo que vocês tenham gostos parecidos, tenham um tesão incontrolável um pelo outro, adorem ficar junto o tempo todo, adorem ficar grudados nas baladas, sonhem em casar e ter filhos, esse comportamento doentio pode levar tudo a ruína, inclusive a sua saúde mental. Quando você perceber, já largou tudo o que gosta, já parou de render no trabalho e não terá mais vida própria em nome de satisfazer a demanda doentia destes sociopatas. Manipuladores são parasitas e devem ser tratados como tal. Aprenda a defender-se antes que você perca mais tempo de sua vida esperando o dia que eles mudem.
“EU GOSTO DE QUEM VOCÊ É” –O psicopata mostra admiração pelo talento e pelos pontos fortes da vítima.
“EU SOU COMO VOCÊ” –O psicopata identifica características da personalidade da vítima e faz de conta que compartilha gostos e interesses.
“SEUS SEGREDOS ESTÃO SEGUROS COMIGO” –A vítima, achando que está diante de um amigo, abre o coração e conta medos e expectativas.
“SOU SEU AMANTE / AMIGO IDEAL” –Último estágio da manipulação. O psicopata cria um elo psicológico que promete uma relação duradoura. A vítima já está em suas mãos. 
Exímios em fazer uso de mentiras, de forma a livrarem-se de situações embaraçosas. Desempenham papéis sociais sempre teatrais. Muitas vezes, os psicopatas querem convencer as pessoas de que são capazes de vivenciar fortes emoções, porém eles sequer sabem diferenciar as nuances existentes entre elas. Confundem amor com pura excitação sexual, tristeza com frustração e raiva com irritabilidade. Para que a técnica funcione, há que ter em conta alguns pormenores. Primeiro que tudo, o mentiroso tem de encarnar uma personagem dócil, de modo a apelar para o sentimento. O passo seguinte é encontrar o interlocutor certo. Alguém que não esteja atento a pormenores e que se coloque “a jeito” para ser iludido. A estratégia é começar por seduzir, através de palavras bonitas e atos a condizer. São igualmente rápidos em atender as mais diversas expectativas. Não é preciso esforçar-se muito porque a duração é limitada, já que rapidamente estala o verniz e a verdade virá ao de cima. Apesar dessa conquista compulsiva servir-lhe para melhorar sua sensação de segurança e auto-estima, uma vez possuído o que desejava, já não o deseja mais. Em alguns casos começa a se desestimular com a conquista quando percebe que a pessoa conquistada já está apaixonada por ele. Pode até nem haver necessidade do ato sexual a partir do momento em que ele percebe que a pessoa aceita e deseja o sexo com ele. É o namorado que vai entrando de mansinho na vida da companheira, com um carinho, uma atenção e uma sexualidade totalmente cativantes, até que começam as investidas no cartão de crédito, os pedidos para emprestar o carro, objetos da casa podem misteriosamente sumir, papéis são falsificados, assinaturas forjadas, desfalques, fraudes escandalosas. Geralmente no início pagam ou dividem jantares, passando rapidamente a nunca pagarem nada com a maior normalidade. Mesmo que nunca pague a conta nos restaurantes, ele disfarça com tanto charme que a cara-metade nem se importa. Vive às custas do outro, mantém casos extraconjugais, só pensa na própria satisfação e impõe uma relação de posse. E, por mais que apronte, ele sempre transfere a sua culpa à vítima. Tem um histórico conturbado com mulheres, mas faz acreditar que com você será diferente. Ele deixa claro que determinadas áreas importantes da vida dele, como amigos, família ou trabalho, são "zonas proibidas" e exclui você de algumas ou da maioria delas;  Foge dos eventos que incluam sua família e amigos e evita passar muito tempo com essas pessoas. É como se tivesse certeza de que alguém alí sabe alguma coisa negativa sobre ele; Ele pode deixar pistas de que está interessado ou até mesmo saindo com outra mulher;  Se estiver saindo com outra mulher, mente garantindo que você é a pessoa mais importante da vida dele. Tente saber do passado dele: infidelidades, fraudes, problemas com agressões, álcool/drogas (que nunca admitirá), dividas, incapacidade de manter trabalho.
Cheio de palavras encantadoras, sorrisos envolventes e, sobretudo, uma “sinceridade” admirável. As aspas servem para alertar que, na verdade, essa pseudo-sinceridade também faz “parte de seu show”. Ele logo avisa: “não quero nada sério e não estou disposto a assumir uma relação”. E esta declaração parece-lhe autorizar a agir do modo como bem entender, independentemente de como o outro está se sentindo. Porque ao mesmo tempo em que ele diz que não quer nada com o outro, liga, aparece, mostra desejo, seu corpo demonstra prazer e vontade de continuar por perto. E assim ele vai degustando mais uma “caça” de modo cruel. A maneira mais fácil de confundir e enlouquecer uma pessoa é agindo de modo contraditório. E este é o script do ‘amante-psicopata’. Ele é absolutamente incoerente. Quer, mas não quer. Fica, mas não está. Beija, transa, é carinhoso e eloquente, mas à primeira cobrança, ele reforça: “nunca te prometi nada; sempre deixei claro que não estava disposto a te assumir”. E pronto! A repetição de sua promessa inicial, mesmo depois de tantas demonstrações e até declarações contrárias, basta para que ele se sinta isento da necessidade de qualquer consideração para com o outro.
Inicio: “tu és a melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos.” ou “somos iguais”.
Depois: “O problema não tem a ver contigo, mas sim comigo…eu é que não estou preparado para ter um relacionamento!” ou “desculpa, mas quero estar sozinho… preciso de pensar na minha vida!”… ou dão “um tempo” à relação, mantêm um contacto diário com a ex_pseudo_namorada, “preciso de estar sozinho… não estou bem… preciso de me encontrar “.
Desculpas esfarrapada, para viver no melhor dos dois mundos, deixando sempre algo em stand-by, não se vá um dia arrepender (modo de não fechar portas, querer deixar finais em aberto… típico de pessoas imaturas, que não sabem o que querem). Estrategista, ele tem o dom de montar todo um teatro a sua volta, ele faz uma força enorme para sustentar mentiras, faz jogo de intrigas, ele planta terreno. Ele dá o tiro, joga a culpa em quem está do lado e ainda por cima vai no enterro da vítima, isso quando não serve como testemunha do crime, é extremamente dissimulado.
 
Vitimas: mulheres com uma baixa auto-estima, carentes de afeto, ingênuas ou muito sugestionáveis e influenciáveis. As pessoas de bom coração (e dinheiro) são o seu alvo preferido. Uma mulher bonita, com dinheiro na bolsa, carência afetiva, por exemplo. O que os motiva é o prazer de sentirem que conseguem ludibriar e iludir as mais incautas. Raramente racionaliza se esse tipo de conduta causa prejuízos no campo sentimental e emocional das mulheres, sendo que alguns desses homens dizem francamente não se importar com isso. Não sente culpa ou remorso por tais comportamentos. Dá à conquista amorosa ares de desporto e competição, muitas vezes convidando amigos para apostas sobre sua competência em conquistar essa ou aquela mulher. Não é raros que esses conquistadores tragam listas e relações das mulheres conquistadas, tal como um troféu de caça. Sabem manipular direitinho a sua vítima que se vê enleada e confundida. Por consequência, a vítima fica como que intrigada quer descobrir o porquê daquelas atitudes não muito comuns, mas ele sabe também ser reticente e evasivo e não se deixa pegar. Há um prazer sádico em ver sua vítima sofrendo e se amargurando (atormentá-la sadicamente). Sufoca, esmaga e destrói. É o ás das críticas e, na intimidade ou em público, sabe desvalorizar sua mulher como ninguém. Ao oprimir o outro, ele se sente poderoso. Não raro, esse homem se acha a parte inferior do casal, seja porque seu trabalho é menos valorizado e ele ganha menos ou porque seu grau de instrução é menor do que o da parceira.
'O cafajeste conhece a técnica de sedução para conseguir que tanto a esposa quanto a amante, ou várias namoradas, acreditem que são 'o amor da vida dele'', afirma Mirian. Ainda que alguma delas note pistas de que ele não está sendo sincero, é quase certo que se apegue à ideia de que 'comigo, vai ser diferente, meu amor irá mudá-lo'. Um erro.
Muitas vezes, o lar doméstico desses indivíduos é marcado também pelas outras diversas característica psicopáticas, tais como egoísmo, mentiras, manipulação etc. Da mesma forma com as outras pessoas, eles não se importam com os sentimentos dos seus familiares, são frios e não sentem culpa por nada que fazem. São na realidade, indivíduos irritadiços, agressivos, impulsivos, sádicos, interesseiros, egoístas, frios e excessivamente manipuladores: enquanto maltratam as pessoas mais íntimas que se importam com ele, o indivíduo demonstra profundo ódio, rancor e indiferença aos mesmos; fora desse ambiente familiar conturbardo, se mostram totalmente o oposto: pessoas queridas, alegres e do bem.
Os laços sentimentais habituais entre familiares não existem. Essa impulsividade reflete também um baixo limiar de tolerância às frustrações, refletindo-se na desproporção entre os estímulos e as respostas, ou seja, respondendo de forma exagerada diante de estímulos mínimos e triviais. Inverte a culpa e o foco da questão quando alguém suspeita dele, tenta fazer cair em descrédito a pessoa que está prestes a desmascará-lo. Tenta inclusive convencer sua vítima de que ela precisa se tratar emocionalmente. Ele tenta fazer com que a própria pessoa acredite não ter uma linha de raciocínio coerente, tenta desmoralizar suas vitimas quando ele próprio não tem moral alguma. Ele sempre tem justificativas para as suas maldades, ou seja, sua vitima sempre é a causadora de tudo para ele. Eles podem arruinar empresas e famílias, provocar intrigas, destruir sonhos. Todo mundo a sua volta é “tosco”, “caipira”, “burro”. O parceiro manipulador, aos poucos, se coloca como líder do relacionamento, sufocando ao mesmo tempo em que se mostra cada vez menos amoroso, gentil e capaz de manter o respeito e o afeto que deram origem à relação. A pessoa manipuladora se fortalece, essencialmente, enfraquecendo o ego de suas vítimas, minar a auto-confiança da parceira e transformando-a em mera muleta, na qual se apoia para viver. Além de agressões verbais, críticas, atitudes de falsa surpresa diante de um erro, ele também faz tudo para afastar a parceira dos amigos e da família, de modo a criar um vazio em torno da outra ao enfraquecer a rede de amizades e afastá-la de amigos. não pede desculpas quando não cumpre o que diz ou falha nos compromissos feitos, usa a chantagem emocional para conseguir controlar os outros. Ou então faz com que as pessoas sintam-se diminuídas e acuadas, fragilizando-as. “Não se pode dizer que seu grupo de colegas seja muito brilhante.  “Pensava que você tivesse amigos melhores”. O jogo deles se baseia no poder e na autopromoção às custas dos outros, e eles são capazes de atropelar tudo e todos com total egocentrismo e indiferença. Todos lhe dizem que ele é um perigo? Podem ter razão… Como animais predadores, vampiros ou parasitas humanos, esses indivíduos sempre sugam suas presas até o limite improvável de uso e abuso. Possuem um extraordinário poder de nos importunar e de nos hipnotizar com o objetivo maquiavélico de anestesiar nosso poder de julgamento e nossa racionalidade. Com histórias imaginárias e falsas promessas nos fazem sucumbir ao seu jogo e, totalmente entregues à sorte, perdemos nossos bens materiais ou somos dominados mental e psicologicamente. Deixam os outros exaustos, adoecidos, com uma enorme dor de cabeça, a carteira vazia, o coração destroçado e, nos piores casos, vidas perdidas. As outras pessoas são meros objetos ou coisas, que devem ser usados sempre que necessários para a satisfação do seu bel-prazer. Os psicopatas zombam dos mais sensíveis e generosos. Para eles, essas pessoas não passam de uma gente fraca e vulnerável e, por isso mesmo, são seus alvos preferidos. Esquecem-se da carteira constantemente e não tem pruridos em pedir dinheiro que sabem nunca irão pagar. Prepare-se para ver sua conta no fundo do poço. Ele sempre vai convencê-lo de que pagará tudo, com juros, no fim do mês. Só não vai dizer de qual mês. O psicopata gosta de status, ele quer desfrutar do bom e do melhor, mas, muitas vezes, não quer bancar, dá até um jeitinho pra demonstrar que se sente mal por você pagar todas as contas.
São pessoas altamente sedutoras, com conversas divertidas e agradáveis, são hábeis em manipular, se mostram superiores em suas falas, porém qualquer sinal de perigo que possa estragar seus planos, disfarçam e com frieza mudam o curso da conversa ou da ação, para enganar e não deixar pistas. São verdadeiros camaleões no disfarce! Não admitem estar vulneráveis pois não conseguem lidar com adversidades, bem como deceções. Eles vão culpar o mundo por seus problemas, vão sugar a sua atenção, e vão te manipular quando você não puder dar 101% dela a eles. São pessoas que não têm necessidade, eles têm urgência. Não sabem adiar e não aguentam esperar. Quase nunca eles se importam com as necessidades alheias, porque tendem a priorizar as suas. (...) exigem toda a atenção, paciência e carinho para si mesmos ("Você tem que me tratar sempre bem.") e pouco retribuem ("Eu te maltrato, mas você não pode me maltratar, apenas me dar carinho e apoio."). E classificado como "mimado", rebelde, estressado, louco ou apenas o "seu modo de ser". Contudo, seu "modo de ser", na realidade, é um modo de ser doentio.
"Síndrome do sol" acha que tudo gira em torno delas. Suas necessidades estão em primeiro lugar, seus desejos são os mais urgentes, seus problemas precisam sempre ser entendidos, no entanto, não se dão ao trabalho de olhar pro outro ser humano, de sentir que ele tem questões a serem resolvidas e metas a serem atingidas. Tem a capacidade de entender o outro ser humano, mas não o fazem por pura maldade e egoísmo. Acham sempre que suas manipulações são as melhores, que todos são idiotas, que suas mentiras são engolidas, subestimando sempre e sempre a inteligência do outro.
Caso demonstrem possuir laços mais estreitos com alguns membros de sua família (mãe, filhos), certamente é pelo sentimento de possessividade e não pelo amor genuíno. Não se esqueça: eles são incapazes de amar, eles não possuem a consciência genuína que caracteriza a espécie humana. Gostam de possuir coisas e pessoas, logo, é com esse sentimento de posse que eles se relacionam com o mundo e com as pessoas. Quando a questão é família, o comportamento deles também segue o mesmo padrão de indiferença e irresponsabilidade. Em geral afirmam, com palavras bem colocadas, que se importam muito com sua família (mãe, irmãos, filhos), mas suas atitudes contradizem totalmente o seu discurso. Eles não hesitam em usar seus familiares e amigos para se livrarem de situações difíceis ou tirarem vantagens. Quando dizem que amam ou demonstram ciúmes, na realidade têm apenas um senso de posse como com qualquer objeto. Eles tratam as pessoas como "coisas" que, quando não servem mais, são descartadas da mesma forma que se faz com uma ferramenta usada.
Não quer crescer e abandonar os maus hábitos que aprendeu com a mãe. Mesmo que esteja comprometido, ele continuará a se ver como um garoto solteiro. Seus amigos são sua prioridade e, tranquilamente, a abandonará um fim de semana inteiro por qualquer diversão com eles. Colocará sempre os pés na mesa e nunca os pratos na pia. O problema é que ele a vê como mãe-empregada-gueixa.
O sociopata é rebelde, não disponível emocionante. Eles são iconoclastas, carismáticos e fascinantes. Eles fazem uma relação com eles em um desafio tentador. Eles podem até dizer-lhe forma-direita que não são nenhum bom e só vai te machucar, mas eles fazem isso sabendo muito bem que só vão fazer você se esforçar mais para estar com eles. Este tipo de pessoa que você gosta de brincar com a forma como um gato aprecia torturar um mouse. Eles são sádicos, e eles sabem exatamente como isso vai acabar: com eles triunfantes e você devastado. Eles são excitados por sua admiração e desejo, como se alimenta o seu sentido de grandiosidade. Como você acaba é de nenhum interesse para eles, e eles vão despejá-lo sem a menor cerimônia, quando você já não for úteis ou divertidas. Um sociopata é incapaz de assumir a responsabilidade por seu mau comportamento. Eles nunca vão mudar.
Sexualmente provocantes e costumam estar sempre à caça de elogios a respeito de sua aparência física, inapropriadamente provocativos sexualmente, expressem emoções de uma forma impressionável, exibir masculinidade e habilidades físicas, promiscuidade, irresponsabilidade nas relações sexuais sem proteção de DST (doenças sexualmente transmissíveis), AIDS-HIV. Exibir os órgãos genitais em público (decorrente de alteração momentânea dos freios psicológicos pela ingestão de substâncias desinibidoras como o álcool). São muito manipuladores, controlando pessoas e circunstâncias para conseguir atenção. Você adora eles porque são vistosos, adoráveis, belos. Sabem aproveitar a vida; amam a vida. Você PRECISA de alguém assim do seu lado. Ele está usando você. Uma vez que você se envolver com um manipulador emocional, você estará preso numa teia de aranha. Você nunca sabe o que esperar deles. Se pela manhã eles disserem que te amam, de noite é bem possível que te odeiem sem motivo algum. Pelo menos sem nenhum motivo razoável, porque obviamente eles tentarão justificar suas atitudes culpando alguém (provavelmente você).
Uma característica de pessoas assim, é usar sempre palavras alheias para introduzir assuntos. Ou seja, eles utilizam fatos reais, com alguns sutis acrescimos, e promovem conflitos, discórdias e separações. E como não usam palavras próprias, e os acréscimos são de fato  muito sutis, eles acabam promovendo o que desejam e saem ilesos. Afinal, nunca afirmam nada por conta própria nem negam, apenas reproduzem o que de alguma forma foi dito. A intriga é uma das ferramentas poderosas de um psicopata, o que pode levar a consequências devastadoras. Desta forma coloca as várias peças da sua vida umas contra as outras (família, companheiras, amigos, ex-companheiras ou mesmo filhos), ficando a assistir sem demonstrar qualquer tipo de remorsos, sentindo-se como o centro do mundo.
 
Trabalho: Não costumam ter a mesma habilidade em outras áreas da atividade humana; ocupacional, empresarial, estudantil ou mesmo familiar. Apreciam viver no limite, no conhecido "fio da navalha". Nessa busca desenfreada, muitas vezes, envolvem-se em situações ilegais, agressões físicas, brigas, desacatos a autoridades, direção perigosa, uso de drogas, promiscuidade sexual etc. Frequentemente mudam de residência e emprego na busca de novas situações que os "excitem". No trabalho apresentam desempenho errático, com faltas frequentes, uso indevido dos recursos da empresa e violação da política da companhia. Não honram compromissos formais ou implícitos com as outras pessoas. Geralmente são preguiçosos, preferindo acordar a hora de almoço. São conflituosos. Não se conseguem comprometer a um trabalho de uma forma sistemática, não compartilha dos mesmos valores da companhia e de seus colegas. A diretoria quer gente que dê duro, todo dia, das 8 às 18 horas, e que vista a camisa da empresa? Pode esquecer. Ele até consegue encarar essa rotina por um certo tempo, sempre com a intenção de passar uma imagem falsa. Mas os únicos valores que lhe dizem respeito são só os que estão na própria cabeça. Gostam de dinheiro, mas não gostam de trabalhar. Fazem de tudo para sua autosatisfação e se puderem vivem as custas do suor dos outros. São verdadeiras sanguesugas!
 
Alcool/drogas/sexo: Abuso de substâncias psicoativas que estariam relacionadas à desinibição do comportamento suficiente para permitir a intensificação do prazer ou aplacar a sensação de vergonha. Os sintomas hipersexuais têm sido rotulados como compulsivos, impulsivos ou, tal como acontece com o vício do jogo ou das drogas, aditivos.
 
Causas: Perceção má do sexo oposto, seja através de uma rejeição, negligência ou abuso. Em algum momento da infância do portador, houve uma ausência ou falhas de afeto por parte da pessoa do sexo oposto (mãe que não dá afeto ao filho). Se em alguma época da vida da criança, o pai deixou de estar presente, de dar-lhe o devido afeto ou ter comportamentos de infidelidade ou sociopatas, a criança pode construir a ideia de que as outras pessoas também não são capazes de oferecer afeto e por isso não merecem o afeto. Talvez ele possa crescer com essa ideia e tornar-se um adulto com futuros problemas nos relacionamentos. Fala-se em hereditariedade. Se uma criança teve falhas no afeto com a mãe, por exemplo, futuramente, este homem tende a acreditar que as mulheres não dão amor e que por isso não merecem amor também. Há uma fixação da mãe assim como uma vertente de um complexo de Édipo, onde o homem teria tido uma visão muito perfeita da mãe enquanto criança, dificuldade em desligar da mesma.
 
Tratamento: significativamente difícil. Pode ajudar esses indivíduos seriam psicoterapias, onde as causas da síndrome seriam buscadas e pesquisadas minuciosamente, a fim de tentar reverter ideias, pensamentos e comportamentos consequentes que deram origem à síndrome. Contudo, por serem pessoas que não veem muitos problemas no seu comportamento, frequentemente, não veem motivos para procurar ajuda, muito menos dizem-se incomodados pelo prejuízo causados nas pessoas envolvidas. Incorrigibilidade: Dificilmente ou nunca aceita os benefícios da reeducação, da advertência e da correção. Podem dissimular, durante algum tempo seu caráter torpe e anti-social, entretanto, na primeira oportunidade voltam à tona com as falcatruas de praxe. As terapias biológicas (medicamentos) e as psicoterapias em geral se mostram, até o presente momento, ineficazes.
Temos que ter em mente que as psicoterapias são direcionadas às pessoas que estejam em intenso desconforto emocional, o que as impede de manter uma boa qualidade de vida. Por mais bizarro que possa parecer, parecem estar inteiramente satisfeitos consigo mesmos e não apresentam constrangimentos morais ou sofrimentos emocionais como depressão, ansiedade, culpas, baixa auto-estima etc. Não é possível tratar um sofrimento inexistente. É no mínimo curioso, embora dramático, pensar que são portadores de um grave problema, mas quem de fato sofre é a sociedade como um todo. É importante lembrar que de uma forma geral todos nós estamos vulneráveis às ações desses predadores sociais. Assim, é mais sensato falarmos em ajuda e tratamento para as vítimas do que para eles mesmos. Além de acharem que não têm problemas, não esboçam nenhum desejo de mudanças para se ajustarem a um padrão socialmente aceito. Julgam-se auto-suficientes, são egocêntricos e suas ações predatórias são absolutamente satisfatórias e recompensadoras para eles mesmos. Mudar para quê? Dessa forma, raramente procuram auxílio médico ou psicológico. Quando eles chegam a um consultório, quase sempre é por pressões familiares ou, então, com o intuito de se beneficiarem de um laudo técnico. Frequentemente estão envolvidos com problemas legais, endividados e às voltas com o sistema judicial. Por isso, tentam obter do profissional de saúde mental algum diagnóstico ou alguma comprovação de problemas que os auxiliem a minimizar as sanções que lhes foram impostas
 
Diagnóstico: Os transtornos que mais podem ocorrer nesses indivíduos são psicopatia, os transtornos de personalidade: o transtorno de personalidade anti-social, de personalidade narcisista e o de personalidade histriônica.
Transtorno Anti-social da Personalidade pelo menos três dos seguintes critérios: (1) fracasso em conformar-se às normas sociais com relação a comportamentos legais, indicado pela execução repetida de atos que constituem motivo de detenção (2) propensão para enganar, indicada por mentir repetidamente, usar nomes falsos ou ludibriar os outros para obter vantagens pessoais ou prazer (3) impulsividade ou fracasso em fazer planos para o futuro (4) irritabilidade e agressividade, indicadas por repetidas lutas corporais ou agressões físicas (5) desrespeito irresponsável pela segurança própria ou alheia (6) irresponsabilidade consistente, indicada por um repetido fracasso em manter um comportamento laboral consistente ou honrar obrigações financeiras (7) ausência de remorso, indicada por indiferença ou racionalização por ter ferido, maltratado ou roubado outra pessoa.
Quem sofre de Transtorno de Personalidade Narcisista, segundo o DSM-III:
 •Atribui a si mesmo importância excessiva - e é visto pelos outros como tendo o ego inflado
 •Pode alimentar fantasias de amor perfeito (adoração completa), além de sucesso, fama, poder, beleza ilimitados
 •É exibicionista e precisa ser visto e admirado de alguma forma - ainda que negativamente
 •Tem tendência a sentir raiva aparentemente sem razão
 •Tende a tratar as pessoas com frieza como forma de puni-las, ou para dar pistas de que não precisa mais delas
 •Rumina constantemente sentimentos de inferioridade, vergonha e vazio interior
 •Idealiza ou desvaloriza completamente as pessoas de maneira quase instantânea, fundamentando-se em poucos dados objetivos
 •Mostra dificuldade ou incapacidade de sentir empatia
Outro teste. Responda a) Sempre b) Raramente c) Nunca:
1. Ele costuma se fazer de vítima e de “coitadinho”, invertendo situações para se sair como o prejudicado?
2. Ele mente no cotidiano e representa bem, sem aparentar nervosismo ou receio de ser descoberto?
3. Ele demonstra simpatia, charme e amabilidade fora de casa, mas, da porta para dentro, age com rudez ou violência?
4. Ele tenta manipular e usar os outros, muitas vezes agindo em benefício próprio?
5. Ele não sente culpa, arrependimento ou remorso quando causa deceção ou tristeza a outras pessoas?
6. Ele se transforma quando sente ciúme, fazendo ameaças e externando ódio de uma maneira agressiva?
7. Ele tem dificuldade em sentir empatia com o outro e emoções de uma forma geral (amor, tristeza, medo, compaixão)?
8. Ele age por impulso, sem medir consequências de seus atos, principalmente quando é contrariado?
9. Ele tem verdadeira obsessão pelo sucesso, poder e status, buscando realizações a curto prazo e passando por cima dos outros?
10. Ele tem grande capacidade de persuasão e habilidade para enganar quem quer que seja?
Resultado: Há grande chance de a pessoa ter algum transtorno de personalidade (como psicopatia ou desvio de conduta) se você marcou a alternativa “a” nove vezes ou dez vezes. Caso tenha assinalado a opção “b” cinco vezes ou mais, é preciso acompanhar o comportamento do indivíduo e ter atenção se as atitudes se intensificarem. Se a alternativa “c” foi marcada sete vezes ou mais, aparentemente não há nada de grave com a pessoa.
Outro teste:
1. Dissimulação: A boa lábia é o melhor trunfo dos "psicopatas do amor". São pessoas que não dizem o que pensam ou sentem, mas aquilo que quem desejam conquistar gostaria de ouvir. Conseguem identificar facilmente o ponto fraco e as carências alheias e usam isso a seu favor.
2. Autoestima em alta: Psicopatas costumam se julgar superiores. Vivem se comparando com os outros –e sempre se sentem os melhores nessa comparação– e acreditam que o universo lhes deve tudo. Não podem se frustrar jamais.
3. Ausência de remorso: Psicopatas sempre justificam suas ações e não apresentam nenhum traço de culpa. No entanto, sempre encontram um culpado para seus insucessos e frustrações.
4. Impulsividade: Irresponsáveis e desrespeitosos em relação a normas, regras e obrigações sociais. O psicopata imagina-se imune a qualquer julgamento ou punição e não pensa duas vezes antes de cometer delitos –que vão de arrebentar o carro da namorada numa crise de ciúme ou perseguir a "ex" que o dispensou.
5. Falta de empatia: Psicopatas são indiferentes aos sentimentos dos outros. Quando a pessoa deixa de ser útil ou causa problemas, a elimina de sua vida.
6. Vitimização: Psicopatas se fazem de coitadinhos, inocentes, injustiçados (por alguém ou pelo destino). Consideram o mundo cruel e precisam de apoio para seguir em frente.
7. Camaleônicos: Facilmente podem fingir ser o que não são, moldando-se às circunstâncias.
8. Manipulação: Incapazes de manter relacionamentos íntimos, são extremamente sedutores e agradáveis nas relações sociais superficiais. Por conta disso, conduzem as pessoas a realizarem seus desejos. Exemplo feito a mãe odiar a mulher.
DEZ PISTAS PARA IDENTIFICAR UM PSICOPATA
RELACIONAMENTOS:
SUPERFICIAL – Não se importa com o conteúdo, e sim em como vendê-lo.
NARCISISTA – Preocupa-se apenas consigo mesmo.
MANIPULADOR – Mente e usa as pessoas para conseguir algo.
SENTIMENTOS:
FRIEZA – É racional e calculista, pois tem pouca atividade no sistema límbico, centro das emoções como medo, tristeza, nojo.
SEM REMORSO – Não sente culpa. A parte responsável por isso no cérebro tem baixa atividade.
SEM EMPATIA – Não consegue se colocar no lugar dos outros.
IRRESPONSÁVEL – Só se compromete com o que lhe trouxer benefícios.
ESTILO DE VIDA:
IMPULSIVO – Tenta satisfazer as vontades na hora.
INCAPAZ DE PLANEJAR – Não estabelece metas de longo prazo.
IMPRUDENTE – Corre riscos e toma decisões ousadas.
 
Vida: A trajetória de sua vida nem sempre resulta num final satisfatório. Os prejuízos sócio-ocupacionais incluem gastos financeiros, a traição, perda de amigos, experiência de vergonha, problemas de trabalho, complicações legais. Acabam ridicularizados por essas tentativas totalmente fora do contexto e podem atravessar períodos de grande angústia na maturidade. Um excesso do complexo de Édipo, ou fixação na mãe, já que muitos deles acabam vivendo para sempre com suas mães. E´uma pessoa que precisa estar sozinha para se proteger de sua própria inadequação. É um ser de uma vida vazia e solitária. Desregrado, preguiçoso e endividado. Destroem o mundo, destroem os sonhos das pessoas as quais se envolvem, destroem o que está a volta deles e destroem-se a eles também.
 
Conclusão: Difícil identificar um psicopata do amor antes que ele cause grandes estragos. Geralmente só são reconhecidos como tal pelas vítimas quando estas já se encontram em situações más: baixa estima, finanças arruinadas, problemas com a justiça, casos limites de suicídio, afastadas de todos os amigos e família, sozinhas e sem nada. Lembre-se: ele dá o tiro, joga a culpa em quem está do lado e ainda por cima vai no enterro da vítima, isso quando não serve como testemunha do crime, é extremamente dissimulado. Deixe-se de se sentir culpada. Procure ajuda profissional. Não tenha pena, não se deixe enganar de novo.
Se tem filhos dele, todo o cuidado é pouco. Há hereditariedade e o convívio com uma pessoa deste tipo deve ser evitado ao mínimo. Ele pode usa-los nos seus esquemas fraudulentos ou quererem repetir o comportamento do pai. Mesmo dizendo que os filhos são importantes, ele não os ama como qualquer pessoa “normal”, mas como se ama um carro.
Se é amigo de um, você só tem a perder na amizade com um psicopata. Além de se aproveitar de você, ele vive num mundo fora das regras sociais, o que torna qualquer relacionamento perigoso. Não tenha pena porque ele adora se fazer de coitado. Não tente mudá-lo, coloque uma coisa na cabeça: psicopatas não têm cura.
Lembre-se que ele destroem o que está a volta deles, e se conseguir colocar as peças da sua vida umas contra as outras melhor ainda. Essas pessoas são todas vítimas dele. Há casos limites de homicídios perpetuados por manipulação de psicopatas, saindo sempre impune e feliz por ter conseguido os seus intentos.
 
Costumam ter um sorriso cativante, uma linguagem corporal interessante e uma boa lábia. Não caia nessa cilada! Não se distraia com olhares sedutores, demonstração de poder, gestos atraentes ou traquejo verbal, característicos. Todos esses artifícios são utilizados com extrema habilidade exatamente para encobrir as suas verdadeiras intenções. Também não se esqueça do poder do olhar desses indivíduos. Pessoas normais mantêm contato visual com as outras por uma gama de razões, na maioria das vezes por educação, mas o olhar intenso e frio deles é mais um exercício de poder e de manipulação do que simplesmente interesse ou empatia pelo outro. Não tenha pena, não gaste suas reservas de compaixão com uma pessoa sem coração. Ela vai sugar você (e suas finanças) até que se sinta vazio e fragilizado.
 
O que importa mesmo é sabermos que são seres incapazes de estabelecer vínculos verdadeiros de afeto. São monstros disfarçados de cordeiros! E por isso mesmo, todo cuidado é pouco!
O que você tem de fazer quando identificar um em sua vida? MANTENHA SE LONGE. Não tente curá-lo, porque não tem cura. Pessoas que nascem sem carater e morrem sem carater. Ele nasceu com uma deficiência química no cerebelo, o que o impede de gerar as emoções como amor, saudade e compaixão.
Só uma atitude sábia é recomendável : Fuja dele!
                                


 
 

 

 

 

domingo, 10 de novembro de 2013

AUTONOMIA


Muitos ouvem essa palavra e pensam logo de cara em trabalho autônomo,  aquela pessoa que não tem patrão , que faz seu próprio horário e normas, e conseqüentemente seus ganhos também dependem muito mais dele mesmo,   quanto mais esse autônomo trabalhar mais ele vai ganhar . Normalmente os autônomos gostam muito de trabalhar dessa forma, dizem de boca cheia, e com razão, que ninguém manda nelas. Muitas vezes o autônomo trabalha muito mais do que um assalariado, mas a sensação de felicidade, de realização sempre é muito grande .

E é sobre essa sensação de realização que eu quero conversar hoje. Você não precisa ser um profissional autônomo pra ter autonomia na sua vida . Não seria possível que todo mundo trabalhasse por conta própria, mas dá pra você desenvolver uma autonomia psicológica. Como?

O que é autonomia          
 
 
È ser dono de seus próprios sentimentos , é ser dono de suas próprias atitudes .
O que não é ser autônomo? É não saber tomar decisões, é ficar numa sinuca toda vez que tem que escolher se sai de casa ou se fica, se casa ou desmancha o relacionamento, se vai trabalhar ou cuida da casa, se aceita o emprego que paga mais e é mais longe ou se aceita o emprego que paga menos mas é mais perto.
Não é autônomo aquele que se deixa levar pelas compulsões , que come além do saudável, que compra coisas que não vai usar, ou coisas que não tem como pagar. Não tem controle aquele que sabe que tem uma mulher maravilhosa em casa mas, não resiste uma paquera na rua. Essa falta de controle, essa dificuldade em fazer as coisas que sabe que são as melhores... só significa uma coisa, você não tem autonomia psicológica.
Sabe aquela estória “Eu sei que tenho que fazer um curso, mas não consigo” “Eu sei que tenho que acordar cedo, mas não acordo” “Eu sei que preciso fazer ginástica, mas não levanto da cadeira”. Isso é falta de controle sobre sua própria vida.
Muita gente chama isso de preguiça. Eu não acredito que seja preguiça. Preguiça é um momento que você se dá para não fazer nada. Mas quando a preguiça te dá sensação de culpa você está confundindo as coisas, porque na realidade, isso se chama Medo.
Quando você desiste de encontrar os amigos e depois fica se lamentando que ficou a noite toda em casa sem fazer nada, acorda no dia seguinte com aquela sensação de ter jogado mais um dia da sua vida no lixo... isso não pode ser chamada de preguiça. Isso é medo. Medo de que? Medo de enfrentar as pessoas, medo do novo, medo de se arriscar.
Medo
Medo é um piores sentimentos do ser humano. E assumir o medo é muito difícil. As pessoas se enganam. Mentem pra si mesmas. É claro que é um mecanismo de defesa. Mas são esses mecanismos de defesa que atrapalham mais do que ajudam. Porque a pessoa perde a oportunidade de ter consciência do que se passa com ela.
E por falar em preguiça... uma frase de Pascal:
"As alegrias passageiras encobrem os males eternos que elas mesmas causam".
Deixar de fazer algo que você sabe que será bom para você por preguiça , é aceitar uma pequena alegria agora, mas abrir mão de uma grande alegria mais tarde. Deixar de fazer a ginástica, de fazer um curso, assistir uma palestra, de ter uma boa conversa com aquela pessoa que voce sabe que está precisando, tudo isso pode gerar um certo alivio momentâneo, porque não fazer essas coisas dá a sensação até de alivio, dá a sensação que ganhou um tempinho pra voce. Só que essa sensação dura pouco, dali a pouquinho vai bater aquele remorso de não ter feito as coisas que voce sabe que seriam muitos boas, aquele curso poderia lhe dar uma boa oportunidade de trabalho, aquela ginástica lhe daria um corpo melhor, mais resistência física, aquela conversa resolveria muitos pontos na sua vida. Mas voce não vai ter nada disso porque simplesmente não saiu do lugar, preferiu ficar sentado na cadeira do conformismo. Porque é preguiçoso? Não! Por medo de não conseguir conversar com aquela pessoa, de não ser bem recebido, medo de não ser bem sucedido naquele curso, medo de fazer ginástica... medo, medo,medo.
Perceberam que tudo isso tem muito a ver com inteligência . Voce deve estar pensando: “quando a gente deixa de fazer essas coisas que sabe que são boas pra nós, estamos mesmo é sendo burros ”.
Ser inteligente não é ter um boletim escolar cheio de notas altas, sinto muito mas no sanatório pra doentes mentais está cheio de gente com diploma universitário. O que realmente mede a inteligência de uma pessoa é o quanto ela tem uma vida produtiva, feliz, o quanto consegue ser boa companhia de si mesma e boa companhia para os outros.
Inteligência
Inteligente é aquele que quando para avaliar sua vida, consegue constatar que tudo está valendo a pena.
Inteligente é aquele que não tem um colapso nervoso quando se depara com um problema, seja esse problema um colega no trabalho que é difícil de lidar, um exame de fim de ano na escola, o namorado que só apronta.
Inteligente é aquele que sabe enfrentar os problemas... mas, vejam bem, eu não disse resolver os problemas, eu disse enfrenta r os problemas. Porque nem tudo é possível de se resolver, nem tudo depende de voce pra resolver. Quem não aceita isso sofre sendo perfeccionista.
As batalhas da vida são mais ou menos as mesmas pra todo mundo. Todo mundo tem um filho que não atende as ordens dos pais, Tem uma mãe idosa que voce tem que lidar e virar mãe da mãe. É o marido que parece que passou a falar outro idioma e vocês não se entendem mais. É o medo de falar em publico, medo de se expor nas reuniões de trabalho.
Mas tem gente que se sai muito bem, parece que ele não tem problemas. Mas vai olhar de pertinho a vida dele, voce vai achar toda encrenca que voce tem na sua. O que esse cara faz de diferente? Ele reconhece os problemas como parte da condição humana...e o melhor... eles não medem a felicidade pela ausência de problemas. Eles não ficam brigando com suas dificuldades. Eles também tem problemas, tem aquele cara que é uma “casca de ferida” no trabalho e tenta a todo custo dar uma rasteira em quem passar na frente. Ele também passou por fases de estar sozinho por um tempo depois que seu relacionamento acabou. Ele só não se mortifica por ter problemas, ele enfrenta e supera os problemas.
Ter o comando de si mesmo requer que voce desenvolva um raciocínio totalmente novo. Mudar sua forma de pensar, de ver a vida é fundamental pra se tornar mais inteligente e mais feliz.
É por isso que o nome da minha terapia é Cognitiva . Cognitiva se refere ao pensamento. É uma terapia de mudança de pensamento. É aprender a raciocinar melhor sobre os problemas. É mudar os padrões de pensamento.
Aprender a pensar te dá escolhas. Você  pode escolher como quer se sentir. Voce pode escolher que reações quer ter. Isso é ter liberdade individual. Voce pode escolher não ter reações auto-destrutivas.
Autonomia x Emoções destrutivas
As pessoas costumam se sentir dominadas pelas emoções. Chegou o final de semana, voce está sozinha, pronto,  lá vem depressão . Voce tem que apresentar um trabalho na frente da sala de aula, pronto, lá vem ansiedade e vontade de fugir! Mas guarde bem o que eu vou dizer agora, isso é fundamental: Voce não pode ter nenhum sentimento sem antes ter um pensamento . Todo sentimento, toda emoção, tristeza, ansiedade , angustia, raiva, todo sentimento vem depois de um pensamento. O sentimento é a reação física de um pensamento. Por exemplo: Se voce trava na hora de falar com uma pessoa importante é porque voce pensou: “Vou fazer besteira, não sei falar diante de alguém tão importante assim”. Se voce morre de raiva quando um colega de trabalho lhe dá um cano é porque voce pensou: “Ele acha que eu não mereço respeito, acha que eu não sou ninguém”.
Perceberam como voce pode então ser dono dos seus sentimentos? É só tomar as rédeas de seus pensamentos. Voce pode controlar o que entra em sua cabeça. Responda: Se não é voce quem controla seus pensamentos quem é? Seu chefe, seu pai, seu patrão, seu marido? Então mande eles fazerem terapia que voce fica muito bem. Mas voce sabe que não é bem assim.
Para ser livre, saudável, equilibrado, enfim, ter harmonia na vida voce precisa aprender a pensar diferente.
Não é a morte de alguém que te deixa triste, é o que voce diz a si mesmo que te arrasa. Se voce pensar: “Não tenho como viver sem essa pessoa” Voce vai cair em depressão. Mas se voce pensar: “Que pena que tive essa pessoa por pouco tempo em minha vida, mas ela me ensinou muito e posso sempre leva-la em meu coração”... com esse pensamento voce sente saudades, mas de uma forma saudável, e não doentia.
Você pode aprender a não ser infeliz . É uma tarefa difícil, mas não é impossível. É preciso de muito esforço pra desaprender os hábitos de raciocínio que voce vem reforçando até hoje. Voce pode ter aprendido a remoer muito quando alguém faz algo que voce não gosta, e aí voce fica: “Mas porque ele fez isso, ele não devia ter feito assim...” E todo esse remoer não passa de uma crença de que o mundo tem que ser do jeitinho que voce imaginou. Voce aceitou ser desse jeito e nem tenta desafiar esse modo de pensar. Mas saiba que é possível aprender a não ser infeliz, magoado, irritado, frustrado... isso tudo te paralisa, e não vale a pena.
Paralisia Emocional
Paralisia é toda condição onde voce não atua como gostaria. Voce não consegue dormir porque a cabeça fica girando com tantos pensamentos... “eu preciso fazer, eu preciso falar com fulano, preciso comprar tal coisa....” e nessa nem dorme e nem faz nenhuma destas coisas porque não é no meio da noite que vai fazer mesmo. Isso é paralisia.
Ódio ciúmes, raiva, tristeza,.. tudo isso te faz perder oportunidades de viver como lhe é de direito. Voce está paralisado toda vez que: Não consegue falar de forma carinhosa com seus filhos, embora queira fazer. Não consegue trabalhar num projeto, embora esse projeto te interesse muito. Fica sentado deprimido. Não é capaz de ir lá e puxar papo com aquela pessoa com quem voce está doido pra conversar. Quando diz ofensas pra pessoa que voce mais gosta. Tudo isso é paralisia. Paralisia abrange todas as emoções negativas: Raiva, angustia, mágoa, medo, frustração...
Mas tudo isso tem um começo. Ninguém nasce com problemas psicológicos. Mas voce vai perdendo a sua referência quando aprende que pensar em voce mesmo é um pecad o mortal. Tem uma série de informações que voce foi recebendo que entram de forma meio torta em sua cabeça. Por exemplo, quem é que nunca ouviu coisas do tipo: “Divida seus brinquedos com as outras crianças. Voce deveria conhecer o seu lugar. Voce tem uma boca e dois ouvidos que é pra falar pouco e ouvir mais”. E com essas informações a insegurança vai se instalando. “Sempre diga por favor . Peça licença para falar”, ou seja: “Todo mundo é mais importante que voce”. E lá vai voce pela vida precisando que os outros lhe digam o quanto voce tem valor. E só se sente bem quando essa referência vem de fora.
O grau mais intenso disso tudo é percebido quando nem o que o outro diz te convence: “Ele me elogiou, mas foi só pra me agradar, ele foi simpático, no fundo ele não pensa assim!”. “Falou que estou bonita, ele é meio cego, não está vendo como sou de verdade”. Chegou nesse ponto? Então voce está dum jeito que não sabe receber amor e muito provavelmente tb não sabe dar amor. Olha para as outras pessoas como adversárias, ou como algozes, e veste uma capa de proteção contra o mundo. Se sente rejeitado e vê rejeição em cada esquina, até onde não tem. Isso se chama: “ Veto contra si mesmo”. E a gente percebe esse veto nas pessoas quando elas: rejeitam elogios. “Ah... voce gostou dessa blusa que eu coloquei hoje? Mas é tão velha”. Ou as pessoas que se desculpam por estar bonitas: “Tive que ir ao médico, por isso estou com esta roupa melhor hoje”. Ou quem não assume a sua opinião e fala assim: “Minha mãe diz..., Meu marido acha... “, nunca é ela que pensa. São as pessoas que se recusam a pedir alguma coisa porque acham que não merecem. E tem um exemplo que é um dos mais engraçados, que é quando a pessoa está numa sala cheia de gente e alguém chama: “Ei seu idiota”, e voce olha!. Parece absurdo? Mas acontece!. Mas tb entra nessa categoria as pessoas que usam nomes pra si mesmas: tontinha, baixinha, careca... Tudo isso são exemplos de auto estima no chão, nem baixa está, está abaixo do nível da terra.
Mas porque as pessoas fazem isso consigo mesmas?
Porque tem recompensas, há tem! Voce morre de dó de voce mesma e aí os outros te tratam com piedade. Voce não precisa ter nenhuma iniciativa, e nem trabalho, pra mudar a situação, fica confortavelmente em sua posição de dó de si mesma. Mas eu quero que voce saiba de uma coisa: se recusar a crescer é ir morrendo aos poucos. Não é viver, é suportar a vida.
Aprovação
E chegamos a um ponto interessante. Que é a necessidade da aprovação dos outros. Mas vamos por partes. Pra começo de conversa é natural no ser humano o desejo de se aprovado, quem é que não gosta de aplausos e cumprimentos. Faz bem receber carícias psicológicas . Quem quer abrir mão disso? Mas a coisa começa a ficar feia quando o desejo saudável pela aprovação vira necessidade . Porque se voce precisa de aprovação vai desabar quando não conseguir. E quer saber? Ninguém é unanimidade, por mais certo que voce esteja, sempre vai ter aquele que te considera totalmente errado, feio, mal vestido, sem graça. E aí? O que voce faz? Muda sua postura só porque o outro não concorda contigo e não te aprova? Ou mantém a sua referência. Voce entrega uma parte de si pro outro? Voce consegue se sentir bem com voce, mesmo que ninguém te elogie? Ou voce precisa que o outro diga o quanto voce é legal? Acha que o outro está sempre certo e voce errado?
Mas tem gente que usa a seguinte frase: “Eu sou assim mesmo”. A princípio parece que essa pessoa se aceita, não? Ela é assim e parece que não se recrimina por ser assim. Mas muitas vezes essa frase significa que a pessoa está se definindo pelo seu passado, está baseada em uma vida já vivida, ou seja ela não se permite ser hoje algo diferente, ela está presa a escolhas que já fez no passado. Ela diz eu sou nervoso, tímido, desajeitado, esquecido, mas vamos tomar cuidado com os rótulos porque eles podem ser uma armadilha pra voce continuar do jeito que está e não mudar nunca. Quando a pessoa passa a viver conforme o rotulo que ela criou o Eu deixa de existir. Ou seja, ela agora é o rotulo, mas as pessoas deveriam ser dinâmicas, isso é vida, é a tal da metamorfose ambulante . (quando eu era adolescente meu irmão ouvia tanto o Raul Seixas que me irritava, mas hoje vou agradecer à ele porque o conceito da metamorfose ambulante veio bem a calhar no programa de hoje).
Ou seja, voce pode acabar negando a si mesmo porque se identificou com seus rótulos. Eu vejo muito sofrimento na clinica por conta desta dinâmica mal resolvida. São pessoas que viviam um status que hoje não corresponde mais a realidade e, sofrem, e sofrem por isso. É a estudante nota A, recém formada, que agora percebe que o mundo profissional é muito diferente do mundo acadêmico e ter nota A no boletim não garante emprego na primeira porta que bateu. É a pessoa separada que de repente se vê em outro padrão de vida. É o rapaz que depois de anos e anos na mesma empresa, foi demitido, e percebe que a filosofia em outras empresas é bem diferente. É o aposentado que não se encaixa nessa nova rotina, que não percebe que ele está recebendo o produto mais caro da sua vida, e que teve mais prestações pra pagar, isso é aposentadoria, a aposentadoria deveria receber outro olhar e não ser visto como o FIM da vida, é só o fim de uma fase.
Mas as pessoas insistem no tal de “eu sou assim, sempre fui assim, não posso evitar, é a minha natureza”.
O começo de tudo
Alguns desses “eu sou” começam na infância. De repente a professora não gosta do seu desenho e diz que voce não é bom em artes. E depois de adulto as pessoas te perguntam porque voce não gosta de museus ou exposições e voce dia que nunca foi bom com artes, voce sempre foi assim.
Aí tem aqueles que ouviam na infância que o irmão era bom em esportes, mas ele não.
Ou os pais, doidos por terem filhos que se identifiquem com eles dizem, voce é igualzinho a mim, eu nunca gostei das aulas de português e lá vai seus “eu sou” se instalando. São simplesmente aceitos, nunca desafiados.
Engraçado, estes dias eu vi um programa de televisão que contava a estória de um rapaz que é a prova de como a gente pode ser qualquer coisa se não ficar se prendendo a limitações. Este rapaz fez uma aposta com um amigo, um escolheria pro outro uma atividade na qual o outro nada sabia, e depois de um ano quem estivesse melhor naquilo, que foi escolhido pelo outro, ganharia a aposta. O colega deste rapaz escolheu aeróbica pra ele. Ele nunca tinha treinado nada de aeróbica, mas lá foi ele, e gostou tanto da coisa que, mesmo ganhando a aposta, ele continuou na atividade. Fez uma série de trabalhos envolvendo aeróbica e hoje é milionário , tem um programa de televisão, no seu país, a Islândia, milhares de produtos, todos ensinado aeróbica para as crianças. E isso tudo começou com uma aposta de moleque onde o amigo o desafiou a incluir em sua vida algo que não tinha nada a ver com ele. Virão como essa coisa de “eu sou assim, não posso fazer nada de diferente” pode ser uma grande bobagem.
Quem diz “eu sou tímida, nervosa, medrosa”, na verdade pode estar escolhendo continuar assim porque esse comportamento pode ser um modo de evitar uma atitude afirmativa, e aí ela tem uma bela desculpa pra toda auto-anulação.
Aquele que diz: sou feio, sem graça, etc. não percebe que a gente vê aquilo que escolhe ver   mesmo no espelho .
Na verdade as pessoas se apegam a seus velhos  conceitos de sempre. O que voce pensa sobre si mesmo, sobre os outros se tornam verdades na sua cabeça, mesmo sem ser. E fazemos isso porque é confortável pensar que o mundo é previsível, mesmo que negativamente previsível. Quer um exemplo? As mulheres que dizem que tem tanto azar que todos os homens com quem elas se envolveram tinham o mesmo defeito, ou todos bebiam, ou todos traiam, ou todos... sei lá. Será apenas coincidência? Ou maldição do além? Eu digo que esta mulher, sem perceber claro, se lança sempre para o mesmo tipo de homem problema só e simplesmente porque este problema ela já conhece. E o velho conhecido sempre é confortável, mesmo que tremendamente problemático.
As pessoas querem conhecer todas as respostas, mesmo antes da pergunta ter sido feita... mas voce não pode crescer se continuar neste circulo vicioso.
Você pode olhar pra si mesma com novos olhos, é isso que a terapia te propõe... ou pode continuar fazendo as mesmas coisas até entrar no caixão. Voce pode aprender a flexibilizar o pensamento, abrir um mundo de possibilidades pra voce mesma.
A questão é o quanto voce topa desistir dessa mesmice?  A mudança é carregada de incerteza. Para voce mudar é preciso aprender a se divertir com a novidade.
O tédio enfraquece e é psicologicamente negativo. O que eu estou dizendo é que as pessoas tem tanto medo do desconhecido que acabam sendo um desconhecido para si mesmo. Quer um exemplo: o depressivo, em geral ele sabe que todo o sofrimento dele não tem razão, ele percebe que não existe desgraças tão dramáticas assim em sua vida, mas a sua angustia e falta de esperança é tanta que nem ele entende o que é isso que se passa com ele. Porque pra ele as coisas são mais doloridas que para os outros?. E a pessoa que tem pânico? Ele mesmo não entende porque os outros conseguem sair de casa tão tranqüilamente e ele tem surtos de pavor tão intensos que o levam pro hospital... ou seja, são desconhecidos de si mesmos. E o TOC, aquela repetição sem sentido em lavar as mãos 20 vezes por dia, ou aquele pensamento que invade a cabeça e não o deixa viver normalmente... porque isso acontece? Pra saber é preciso, em primeiro lugar, estar disposto a descobrir coisas novas a seu próprio respeito, descobrir do que é capaz, descobrir até onde vai sua capacidade em realizar coisas.
O tímido, se quer vencer esse medo de se expor tem que, em primeiro lugar, estar muito curioso em saber até onde ele poderia ir, ele poderia contar uma piada em publico, dar uma aula, fazer uma palestra? Com essa curiosidade ele chega lá. Porque a curiosidade abre as portas pra todo o resto.
Está curioso a seu próprio respeito? Que se conhecer e mudar atitudes e comportamentos? considere a possibilidade de fazer sua psicoterapia. 
 
 
                  
 
 

Como lidar com a as frustrações

A dor é inevitável ao ser humano, assim como as frustrações todos em algum momento vamos experiencar  esse sentimento. Porém o que dife...