domingo, 13 de abril de 2014

PARE DE IMPLORAR AMOR


Sempre recebo e-mails de leitores que estão à beira do abismo. Estão por aí, como muitos de nós já estivemos, perdidos de “amor”. Não um amor saudável, que liberta, engrandece! Não!

Estão perdidos por um “amor” distorcido, não saudável. Um amor que maltrata, que causa sofrimento, é que cruel. Pior, pensam que se tivessem o outro de volta, tudo voltaria a seu normal. Tudo voltaria a ser como antes – infeliz, dolorido, sofrido…

Então, muita calma nesse momento. Leia com atenção. Se você conhece alguém que, por um motivo ou outro, saiu de um relacionamento sem qualquer possibilidade de ser feliz. Um relacionamento que, ao contrário, acabava com a autoestima, com o amor próprio, com os sonhos, a leveza, as possibilidades, peça para que tenha força. Que tenha fé. Isso tudo passa.

De fato, relacionamentos como esse, no qual temos de – implorar amor – não pode ser saudável. Não pode ser bom para nenhum dos lados.

Se temos de nos rastejar, mendigar, sofrer para receber um afago, um olhar, uma atenção, algo vai mal. Ou o companheiro está com problemas e, verdadeiramente, não tem nem para ele, o que dirá, dar amor para o outro – e, aí, só mesmo o diálogo para tentar reverter. Ou, estamos com um problema, que criamos, a partir das nossas crenças: tornamo-nos prisioneiros de um outro que sequer nos reconhece.

Nesse segundo caso, a escolha, vale ressaltar, é nossa. Com base no que acreditamos, com base no que, muitas vezes, está no inconsciente. Escolhemos o que faz mal. Escolhemos o que destrói. E, se o outro nos maltrata, nos maltratamos em dobro. Se o outro é cruel conosco, somos cruel em dobro.

Logo, fácil deduzir que não precisamos do outro para ser cruel conosco, certo? Fazemos isso muito bem!

Qual o convite então? Qual a reflexão?

Para sair de uma situação como essa não é fácil; primeiramente, porque muitos acreditam que precisam ser punidos por algo que desconhecem. Depois, porque  esse tipo de relacionamento é construído com base na dependência emocional e, então, por vezes, é preciso buscar ajuda para conseguir sair do círculo que construímos ao nosso redor.

De todo modo, há algo que podemos fazer já:

1.     Podemos sempre entregar, confiar e aceitar que o outro é como é e que não vamos mudá-lo. Aliás, ele mesmo, muitas vezes, não consegue mudar. E, nesse sentido, por que não mudar o foco e tentar mudar a nós mesmos?

2.     Podemos compreender que o que nos acontece é de nossa responsabilidade. O poder é nosso. Então, se o outro nos maltrata, podemos não aceitar. Podemos não nos maltratar mais ainda.

3.     Podemos sempre trabalhar o autoconhecimento e compreender o porquê dessas nossas escolhas. O porquê de nos deixarmos submeter a esse ponto. O porquê de imaginarmos que precisamos do outro para viver.

4.     Podemos buscar o equilíbrio perfeito entre corpo, mente e espírito para que sejamos renovados.

5.     E, por fim, podemos escolher diferente. Podemos escolher parar de implorar, nos humilhar, nos destruir. Podemos escolher nos resgatar. Encontrar, em nós, o amor que alimenta. O amor que constrói e nos permite viver. Podemos viver e deixar viver.

Boa semana!

 

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